Bitola para forno elétrico e cooktop
Forno e cooktop são cargas resistivas altas e permanentes. Cada um pede seu próprio circuito.
Neste guia
Forno elétrico e cooktop estão entre as maiores cargas de uma cozinha — e são as que mais aparecem em reforma feita sem revisar a instalação, porque a cozinha antiga tinha fogão a gás e o circuito nunca foi previsto para isso.
Ambos são cargas resistivas, com fator de potência 1, então a corrente é a potência dividida pela tensão. O que complica é a simultaneidade.
Forno elétrico embutido
Forno de embutir residencial costuma ficar na faixa de 2.000 a 3.500 W. Em 220 V isso dá entre 9 e 16 A; em 127 V, entre 16 e 28 A.
A potência real está na placa do aparelho ou no manual — não estime. E use a potência máxima, não a média de operação: o forno puxa potência plena durante o preaquecimento, que é justamente quando ele coincide com o resto da cozinha ligada.
Cooktop de indução puxa muito mais
Cooktop de indução é uma carga de outra ordem. Um modelo de quatro bocas pode passar de 7.000 W com todas as bocas no máximo — mais que muitos chuveiros.
Aqui entra a questão da simultaneidade. Alguns cooktops têm gerenciamento interno de potência e limitam o total mesmo com todas as bocas ligadas; outros somam tudo. O manual informa a potência total máxima, e é ela que define o circuito.
Nunca dimensione o cooktop pela soma que você acha que vai usar. Se o aparelho permite 7.000 W simultâneos, o circuito precisa suportar 7.000 W — independentemente de o usuário normalmente usar duas bocas.
Circuitos separados
Forno e cooktop precisam de circuitos independentes, cada um com seu disjuntor. Juntar os dois é tentador quando falta espaço no quadro, mas soma duas das maiores cargas da casa em um único condutor.
- Forno: circuito dedicado, dimensionado pela potência de placa
- Cooktop: circuito dedicado, dimensionado pela potência total máxima
- Ambos: condutor de proteção obrigatório
- Ambos: alimentação em 220 V sempre que possível, pela metade da corrente
A reforma que esquece o quadro
O caso clássico: cozinha reformada, fogão a gás substituído por cooktop de indução, forno elétrico instalado onde antes havia armário. A instalação elétrica continua a mesma de vinte anos atrás.
O resultado aparece em semanas — disjuntor geral desarmando quando o forno e o cooktop coincidem, cabo aquecendo dentro da parede, tomada derretendo. Trocar o aparelho sem revisar o circuito é a origem mais comum de problema elétrico em reforma de cozinha.
Perguntas frequentes
Forno e cooktop podem dividir o mesmo circuito?
Não é recomendado. São duas das maiores cargas da casa e costumam ser usadas ao mesmo tempo. Cada um precisa de circuito dedicado com disjuntor próprio.
Cooktop de indução gasta mais que o de resistência?
Na potência de pico, a indução costuma ser mais alta. No consumo total, ela tende a ser mais eficiente, porque aquece a panela diretamente em vez de aquecer a superfície. Para dimensionar o circuito, o que importa é o pico, não a média.
Preciso trocar o quadro para instalar cooktop?
Depende do que existe hoje. Se não há circuito dedicado disponível nem espaço no quadro para mais um disjuntor, sim. Vale uma avaliação antes de comprar o aparelho — o custo da adequação elétrica às vezes surpreende.
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