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Calculadora de bitola de cabo

Informe potência, tensão e distância. A calculadora devolve a corrente do circuito, a seção mínima exigida pela queda de tensão e a coordenação usual com o disjuntor — mostrando abertamente o que ela cobre e o que não cobre.

Some as cargas simultâneas do circuito.
Só a ida, do quadro à carga.

Seção sugerida

4 mm²

Aqui quem manda é a corrente: o circuito é curto e a queda não limita.

Falta conferir a capacidade de condução
Corrente do circuito 25,0 A
Seção p/ queda de tensão 2,5 mm²
Seção usual p/ essa corrente 4 mm²
Queda na seção sugerida 2,34%
Disjuntor usual 25 A

O que esta calculadora não faz. Ela não aplica as tabelas de capacidade de condução de corrente da NBR 5410, que são propriedade intelectual da ABNT e não podem ser reproduzidas aqui. O resultado cobre o critério de queda de tensão com exatidão e usa a coordenação usual de instalação residencial como referência cruzada. Para o critério de ampacidade com fatores de correção de agrupamento e temperatura, consulte a norma ou o catálogo técnico do fabricante.

Os três critérios de dimensionamento

Dimensionar um condutor não é escolher uma bitola: é atender três critérios simultaneamente. Vale sempre o mais exigente dos três.

  1. Capacidade de condução de corrente. O condutor precisa conduzir a corrente do circuito sem ultrapassar a temperatura máxima da isolação. Depende do método de instalação, do agrupamento de circuitos e da temperatura ambiente. Este critério não é calculado aqui.
  2. Queda de tensão. Limitada a 4% quando a instalação é alimentada pela rede de baixa tensão da concessionária. Calculado aqui com exatidão.
  3. Proteção contra curto-circuito. O condutor precisa suportar a solicitação térmica no tempo em que a proteção leva para atuar. Exige projeto.

Como o cálculo é feito

A corrente sai da potência, do tipo de circuito e do fator de potência:

I = P ⁄ (V × fp)   (monofásico)
I = P ⁄ (√3 × V × fp)   (trifásico)

A seção mínima pela queda de tensão vem da lei de Ohm aplicada ao próprio cabo:

S = k × ρ × L × I × 100 ⁄ (ΔV% × V)

Onde k vale 2 no monofásico e √3 no trifásico, L é o comprimento só na ida e ρ é a resistividade do cobre corrigida pela temperatura, partindo de ρ₂₀ = 0,017241 Ω·mm²/m — a definição de 100% IACS — com coeficiente térmico α = 0,00393 /°C.

Por que a calculadora mostra duas seções

Os dois critérios calculados raramente dão o mesmo número, e isso é informativo.

Em circuito curto, a queda de tensão é pequena e não limita nada — quem manda é a capacidade de condução, e a seção pela queda vai parecer pequena demais. Em circuito longo, acontece o inverso: a queda de tensão passa a exigir seção maior do que a corrente exigiria sozinha.

Por isso o resultado sugere sempre a maior das duas. E por isso o critério de ampacidade, que falta aqui, precisa ser conferido antes de fechar a compra.

A coluna seção usual reflete a coordenação corrente-seção-disjuntor consolidada na prática de instalação residencial brasileira. É referência de conferência, não substituto do dimensionamento formal — e não se aplica a instalação industrial, circuito agrupado ou ambiente com temperatura elevada.

O que pode exigir seção ainda maior

  • Agrupamento de circuitos. Vários circuitos no mesmo eletroduto se aquecem mutuamente e cada um conduz menos.
  • Temperatura ambiente elevada. Forro, casa de máquinas e área industrial reduzem a capacidade do condutor.
  • Método de instalação. Cabo embutido em parede dissipa calor pior que cabo em bandeja ventilada.
  • Carga contínua. Circuito que opera horas seguidas — carregador veicular, por exemplo — merece margem.
  • Queda acumulada. Se o alimentador do quadro já consumiu parte do limite, sobra menos para o circuito terminal.

Perguntas frequentes

A calculadora considera a capacidade de condução de corrente?

Não diretamente. As tabelas de capacidade de condução da NBR 5410 são propriedade intelectual da ABNT e não são reproduzidas aqui.

A calculadora resolve com exatidão o critério de queda de tensão, que é fórmula pública, e apresenta a coordenação usual entre seção e disjuntor como referência cruzada. Para o critério de ampacidade com os fatores de correção, consulte a norma ou o catálogo técnico do fabricante.

Por que a seção pela queda de tensão às vezes é menor que a usual?

Porque são critérios distintos. Em circuito curto a queda é pequena e não limita nada — quem manda é a capacidade de condução.

Em circuito longo acontece o inverso: a queda de tensão passa a exigir seção maior do que a corrente exigiria. O condutor precisa atender ao mais exigente dos dois, e é por isso que a calculadora mostra os dois lado a lado.

Meço a distância só na ida?

Sim, apenas a ida — do quadro até a carga. O fator 2 da fórmula monofásica já contabiliza o retorno pelo neutro.

Somar ida e volta no campo de distância e ainda aplicar o fator 2 dobra o resultado sem motivo e leva a superdimensionar o cabo.

Posso usar esse resultado direto na obra?

Use como conferência, não como projeto. O resultado cobre a queda de tensão e traz a referência usual de coordenação, mas não aplica os fatores de correção de agrupamento e temperatura nem o critério de curto-circuito.

Instalação elétrica exige projeto assinado por profissional habilitado, conforme a ABNT NBR 5410.

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