Classes de encordoamento: 1 a 6
A classe diz quantos fios formam o condutor — e é isso que define a flexibilidade.
Neste guia
Dois cabos de 4 mm² podem ser completamente diferentes de manusear. Um é rígido, o outro dobra com facilidade. A seção de cobre é a mesma; o que muda é a classe de encordoamento.
A classe define quantos fios elementares formam o condutor e quão finos eles são. Mais fios e mais finos significam mais flexibilidade.
As classes na prática
- Classe 1 — condutor sólido, um único fio maciço. É o fio rígido de instalação predial.
- Classe 2 — encordoado, poucos fios relativamente grossos. Usado em cabos rígidos de alimentador, frequentemente compactado.
- Classe 4 — flexível. Mais fios e mais finos que a classe 2.
- Classe 5 — extraflexível. Muitos fios finos, o padrão dos cabos flexíveis de instalação.
- Classe 6 — a mais flexível. Para cabos de solda, equipamento móvel e aplicações com dobra constante.
Na linha AtoxSil, por exemplo, a SIL usa classe 4 até a seção de 6 mm² e classe 5 a partir de 10 mm² — justamente porque seções maiores precisam de mais flexibilidade para serem manobradas.
A classe não muda a capacidade de corrente
Um equívoco comum é achar que cabo mais flexível conduz menos, por ter fios mais finos.
A capacidade de condução depende da seção total de cobre e das condições de instalação. Dois cabos de 4 mm², um classe 2 e outro classe 5, instalados do mesmo jeito, conduzem praticamente a mesma corrente.
O que muda é o diâmetro externo: o cabo mais flexível tem mais vazios entre os fios, então ocupa um pouco mais de espaço no eletroduto para a mesma seção de cobre.
Conexão muda com a classe
Aqui a classe importa de verdade. Condutor classe 1 conecta direto no borne de parafuso: a ponta maciça aperta firme e não se deforma.
Condutor classe 5 ou 6, ligado direto no parafuso, tem dois problemas. Fios individuais escapam do aperto e podem tocar o condutor vizinho. E o feixe se acomoda sob pressão, afrouxando com o tempo — conexão frouxa aquece, e aquecimento é a origem mais comum de incêndio em quadro.
Cabo flexível conectado em borne de parafuso pede terminal tubular prensado na ponta. O terminal transforma o feixe em uma ponta sólida e resolve os dois problemas de uma vez.
Perguntas frequentes
Cabo flexível conduz menos corrente que rígido?
Não de forma relevante. A capacidade depende da seção de cobre e das condições de instalação, não do número de fios. A diferença prática está no manuseio e na conexão.
Qual classe usar em instalação residencial?
Classe 1 (fio sólido) e classe 5 (flexível) cobrem praticamente toda a instalação predial. A escolha é de percurso e de preferência de montagem, não de desempenho elétrico.
Por que a mesma linha muda de classe conforme a seção?
Porque seção maior em classe menos flexível fica difícil de manobrar em obra e dentro do quadro. Fabricantes elevam a classe nas seções grandes para manter o cabo utilizável.
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